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QIs das 1000 pessoas mais inteligentes da História e das 100 pessoas mais inteligentes vivas (31/3/2022)

Esta lista está em fase de construção. A descrição detalhada do método utilizado será divulgada num de meus próximos livros, juntamente com revisões e correções das principais listas existentes:

 

  • 22 (7) Sábios da Grécia Antiga, listados originalmente por Platão, ~380 a.C.

  • 19 (12) gênios históricos de Girolamo Cardano, 1554, 1560

  • 1528 crianças talentosas do estudo longitudinal de Lewis Terman, 1921-1956

  • 301 adultos célebres nascidos entre 1450 e 1850, Catherine Cox, 1926

  • 282 crianças que se tornaram adultos célebres, Catherine Cox, 1926

  • 64 Cientistas eminentes de Anne Roe, 1952

  • 12 gênios de John Platt, 1962

  • 1520 gênios da humanidade (2650 a.C. a 1981) listados por Asimov, 1964, 1976, 1982

  • 100 gênios históricos na avaliação de Tony Buzan, 1994

  • Lista Greatest Geniuses de Ulf Norlinger, 1998-2002

  • Lista Superdotados de Bruno Campello, 1999-2006

  • 4139 personalidades intelectuais e suas realizações (800 a.C. e 1950) de Charles Murray, 2004

  • Notícias variadas sobre prodígios infantis, recordes no Guinness de QI, reportagens diversas sobre QI, rankings de competições de QI etc.

 

Algumas dessas listas são polêmicas, outras são objetivamente ruins, racistas, distorcidas, infladas etc., mas mesmo nas listas ruins se pode extrair algumas informações úteis. O estudo de Murray, por exemplo, apresenta vários problemas, mas ao mesmo tempo é um dos estudos mais completos. Um dos problemas com o estudo de Murray é que o número de citações não é um critério tão apropriado. Einstein, por exemplo, teve mais citações pelo movimento Browniano do que pela Teoria da Relatividade ou pelo Efeito Fotoelétrico, embora estes dois últimos tenham sido mais importantes e envolveram criações intelectuais mais difíceis e mais profundas. Outro problema é que ajustar o número de citações à população de cada época não é adequado porque em populações maiores há maior probabilidade de que a pessoa mais destacada esteja maior número de desvios padrão acima da média do que numa população menor. 

A lista de Catherine Cox, com colaborações de Terman e Merrill, é provavelmente a mais famosa, e talvez seja o trabalho mais cuidadoso desse tipo, no sentido de que foram estudadas as biografias de cada personalidade histórica cujo QI foi estimado. Outro detalhe positivo é que consideraram as médias das estimativas de 3 pessoas, reduzindo as distorções e a subjetividade. Apesar disso, há muitos erros graves, em parte porque na época não havia algumas ferramentas disponíveis hoje, como computadores, nem determinados métodos estatísticos. Outro problema é que as pessoas que fizeram as estimativas aparentemente supervalorizavam talento literário, não conheciam quase nada sobre Matemática (por isso Gauss, Euler, Galois não constam na lista) nem sobre método científico, por isso Goethe acabou superestimado, no topo da lista, sem que tenha produzido uma contribuição sequer à Ciência. Sem dúvida Goethe foi muito inteligente, foi uma criança prodígio e um polímata quando adulto, mas não fez contribuições originais que tenham sido verificadas empiricamente. Praticamente 100% da obra de Goethe consiste em opiniões pessoais sobre diferentes assuntos, os quais ele analisa com muita perspicácia e profundidade, mas não chega a confrontar suas opiniões com os fatos concretos para que se pudesse saber quais de suas opiniões eram boas representações da realidade. Por isso, posicionar Goethe com 210 de QI acima de Newton com 190 é uma nítida distorção da realidade. Um QI realista para Goethe poderia ser algo perto de 170 a 180, enquanto o de Newton estaria perto de 260.

Mas mesmo com essas distorções, a lista de 301 celebridades históricas de Cox continua sendo uma das listas mais acuradas de QIs estimados, melhor inclusive que a maioria das listas baseadas em QI medidos objetivamente com o uso de testes de QI.

Além dos problemas apontados nos critérios utilizados por Cox e sua equipe, há várias outras fontes de erros que geram distorções maiores e mais frequentes. O principal problema parece acontecer quando se extrapola resultados obtidos na infância, ou quando se converte algum escore intelectual em QI, como rating de Xadrez, por exemplo. O rating mede um conjunto de conhecimentos e aptidões que se correlacionam positivamente com QI, mas não muito fortemente, por isso ao converter rating de Xadrez em QI é necessário ajustar o resultado com base nessa disparidade. 

Por isso, na construção de uma lista desse tipo, um dos maiores desafios está na unificação dos escores de modo a evitar as distorções injustas, resultantes de diferentes escalas e diferentes métodos. Outro ponto importante é que algumas pessoas, como Faraday, não receberam educação formal, enquanto outras, como Kelvin, receberam uma educação primorosa. Como o objetivo é avaliar a inteligência, é necessário tentar filtrar, tanto quanto possível, fatores culturais, econômicos e outros. 

Um exemplo didático de erros cometidos por Cox e sua equipe é o QI de Copérnico, que foi avaliado (estimado) como sendo cerca de 105 na infância, enquanto Adragon de Mello é citado em algumas notícias como se tivesse 400 de QI. São QIs obtidos por métodos diferentes e ambos distorcidos em direções opostas. 

Copérnico foi um dos maiores gênios da História, autor de trabalhos revolucionários. Adragon foi uma muito criança precoce, aos 7 anos de idade já fazia coisas de adultos, como ler livros universitários, mas não fazia algo que pudesse sinalizar genialidade, como inventar ou descobrir. É muito diferente de Gauss ou Pascal, que desde crianças já faziam descobertas (ou redescobertas). Quando Adragon chegou à idade adulta, já não havia diferenciais notáveis nele em comparação a outros adultos instruídos e sensatos. Adragon continuou sendo muito inteligente, mas não realizou contribuições relevantes para expandir os horizontes do conhecimento.

Copérnico revolucionou alguns dos principais paradigmas científicos de sua época e dos séculos seguintes, levantando dúvidas sobre questões fundamentais nas quais grandes gênios haviam trabalhado, mas não haviam se dado conta dos problemas que estavam presentes no modelo cosmológico padrão, mas Copérnico percebeu. Além de identificar tais problemas, deu os primeiros passos no caminho de uma solução. Em contraste a isso, Adragon ganhou espaço nas mídias por memorizar e repetir informação, por aprender determinadas técnicas pré-existentes e aplicá-las em condições triviais.

De acordo com o New York Times de 13/10/1988, os professores de Adragon reportaram que suas notas eram limítrofes e que não apresentava nenhum brilho intelectual, não tinha ideias criativas e não apresentava qualquer indício de genialidade. Achei esses comentários desnecessariamente hostis e ofensivos, porque embora Adragon não seja um gênio, como a mídia havia “vendido”, o talento de Adragon precisa ser valorizado e reconhecido, mas sem distorções sensacionalistas. Primeiro a mídia criou um mito em torno dele, com base em critérios rasos, depois derrubou o mito e arruinou com a imagem dele, também por meio de critérios rasos, como se ele tivesse alguma culpa das fantasias que foram criadas em torno dele. Em parte, parece que seu pai, Agustin de Mello, teve alguma culpa nisso. Quase sempre esses casos de prodígios forçados são construção do pai, da mãe ou de ambos. Ainan Cawley, por exemplo, também parece ter sido uma criança realmente muito precoce e talentosa, mas seu pai tentou distorcer ao extremo a situação, vendendo nas mídias um QI de 349.

O QI correto de Adragon é provavelmente alto, talvez 150 a 170, assim como o QI de Ainan. O de Copérnico é muito mais alto, provavelmente perto de 220. O sistema educacional é muito lento e superficial, por isso é possível oferecer educação acelerada a uma criança com QI entre 130 e 150 de modo que ela aprenda a ler aos 2 ou 3 anos, pode estudar 8h por dia, aprendendo o conteúdo de 5 anos em 1 ano e, seguindo esse ritmo, aos 7 anos pode ingressar na universidade. Sob o ponto de vista do bem-estar da criança, o ensino acelerado pode ser positivo, se a criança estiver apreciando esse processo, ou negativo, se a criança estiver sendo forçada e infeliz. Mas mesmo nos casos em que é positivo, não é correto interpretar esses resultados como indício de genialidade. A confusão entre precocidade e genialidade é muito frequente, não apenas nas mídias sensacionalistas, mas também entre pesquisadores e especialistas. O famoso estudo conduzido por Lewis Terman, com 1528 crianças talentosas, é um exemplo disso. Ele apostava que as crianças que haviam demonstrado capacidade para resolver problemas típicos de adultos se tornariam adultos geniais, mas sua hipótese se mostrou incorreta. Na verdade, entre as crianças que ele não selecionou, porque tinham QI abaixo de 135, duas delas ganharam prêmio Nobel de Física depois de adultas (Luis Walter Alvarez em 1968 e William Shockley em 1956), enquanto nenhuma das crianças que ele selecionou foi capaz de ganhar qualquer prêmio intelectual expressivo.

A média das crianças selecionadas por Terman, depois de adultas, conseguiu maior sucesso acadêmico e financeiro do que a média das crianças que não foram selecionadas, isso porque as habilidades necessárias para esse tipo de sucesso eram compatíveis com o tipo de habilidade medida nos testes. Mas o tipo de habilidade necessária para produção intelectual em alto nível é muito diferente do que o teste media, a tal ponto que o teste deixou escapar justamente as duas crianças mais talentosas, o teste não foi capaz de selecionar corretamente nenhuma criança excepcionalmente talentosa, embora houvesse duas delas no grupo examinado.

Por isso não se pode simplesmente coletar números indicados em diferentes fontes e incluir tudo num ranking, sem antes corrigir as distorções. Um dos erros mais frequentes observados em quase todas as listas é o QI de Einstein ser citado como se fosse 160, enquanto o QI do ator James Woods é citado como 180. Mesmo para pessoas leigas isso é contraintuitivo e está obviamente errado. Se os dois QIs forem colocados na mesma escala, o QI correto de Einstein é cerca de 247, enquanto o de James Woods é cerca de 153. Se considerar a conversão de escores no SAT em QI baseada em Teoria de Resposta ao Item calculada em https://randomcriticalanalysis.com/2015/06/18/on-sat-act-iq-and-other-psychometric-test-correlations/ então o QI de Woods é cerca de 138.

Em alguns casos é relativamente fácil e rápido identificar o erro e corrigi-lo com razoável precisão. James Woods, por exemplo, o correto é cerca de 153 ou 138, dependendo do método utilizado na conversão e no significado do escore, porque se trata de uma conversão de seu escore 1579 no SAT em QI. O SAT é um exame aplicado em milhões de pessoas, bem padronizado, por isso é fácil determinar a correspondência correta do escore no SAT em QI equivalente.

Outras vezes a correção é moderadamente difícil, como no caso de Kasparov, que teve escore 123 e 135 em dois testes inadequados, e teve rating FIDE 2851 em seu auge, que convertido em QI pela fórmula de Bill McGaugh corresponde a 190,7. Porém o rating de Xadrez sofre um efeito inflacionário muito rápido, muito mais rápido que o efeito Flynn, por isso não se pode converter o rating em QI antes de corrigir a inflação. Mas esse não é o único problema. A competência para Xadrez se correlaciona fracamente com a inteligência, sendo necessária uma abordagem bayesiana, com vários ajustes, para que o resultado final não seja grosseiramente distorcido. Por uma imensa sorte, depois de fazer os ajustes adequados, o resultado fica muito semelhante ao valor nominal obtido pela aplicação direta da fórmula de McGaugh, com o detalhe que o percentil correspondente fica grosseiramente incorreto, diferindo em algumas ordens de grandeza.

Outra grande coincidência é o caso de Terence Tao, cujo QI estimado por um método muito inadequado, baseado em avaliações na infância, chega a um valor nominal muito próximo do correto, mas também com grande distorção no percentil.

Os high range IQ tests também apresentam erros sistemáticos nos percentis, embora os QIs sejam razoavelmente acurados, se interpretados como escores numa escala aproximadamente intervalar. O problema é que são interpretados como escores ajustados para se distribuírem normalmente, quando na verdade não são. Só seriam se fossem aplicados na população mundial inteira e os níveis de raridade observados na população mundial fossem tomados como base para determinar os QIs correspondentes. Mas não isso que acontece. Esses testes são aplicados a grupos com poucas centenas ou poucos milhares de pessoas. Ainda que sejam pessoas de um extrato seleto, no topo 2% ou acima, não se pode padronizar os resultados para níveis de raridade acima de 1 em 100.000 ou no máximo 1 em 1.000.000. Na verdade, até poderia, mas não da maneira como isso está sendo feito. Esse é um ponto analisado com mais detalhes em outros artigos.

Esses casos como os de Kasparov e Tao, nos quais se chega a valores razoavelmente próximos dos corretos, por métodos grosseiramente incorretos, são exceções “afortunadas”. Geralmente quando se utiliza métodos inadequados, os resultados são muito distantes dos corretos.

Quanto maiores são os erros, mais fácil é para identificar o problema, mas pode não ser tão fácil determinar o valor correto, sobretudo quando não há um escore de referência. No caso de James Woods, é fácil corrigir porque há um escore no SAT como referência, e não é um escore distorcido. Em outros casos, tem-se um escore de referência que mais atrapalha do que ajuda. No caso de Ainan Cawley, os valores estimados pelo pai da criança são fora da realidade (QI=349), além de a metodologia apresentar vários erros. Nesses casos, embora seja fácil identificar o erro, fica difícil estimar qual é o valor correto, devido à ausência de dados confiáveis.

 

Nos casos de estimativas baseadas na produção intelectual, se a pessoa esteve entre os 5 ou 10 melhores do mundo em alguma área como Matemática ou Física, é relativamente fácil estimar com base na raridade e pela população na época que ela viveu. Mas se a pessoa se destacou numa área diferente, que não se correlaciona fortemente com inteligência e não exista naquela área um ranking ou um rating, como no caso do Xadrez, torna-se mais difícil.

 

Freud, por exemplo, tem muito mais citações do que físicos e matemáticos com mais de 200 de QI, embora o QI de Freud fosse algo perto de 160-170. Isso mostra que o número de citações também não é um critério muito acurado, embora seja bastante razoável. Einstein teve muito mais citações de seu artigo sobre o movimento Browniano do que de seus artigos sobre efeito fotoelétrico ou sobre Relatividade, embora seus artigos sobre efeito fotoelétrico e Relatividade sejam mais importantes e envolvam criações intelectuais mais notáveis e mais difíceis. Matemáticos autores de trabalhos excepcionais em áreas muito específicas acabam tendo poucas citações porque poucas pessoas no mundo compreendem seus trabalhos, ao passo que autores de obras triviais podem ser fartamente citados por serem muito acessíveis, ainda que suas obras não tenham qualquer brilho ou relevância. Por isso os estudos de Murray também precisam ser vistos com reserva.

 

Por esses e outros motivos, para evitar distorções nas comparações entre escores provenientes de diferentes testes, diferentes métodos de conversão (SAT ou GRE em QI, rating de Xadrez em QI etc.), estimativas por diferentes autores baseados em diferentes escalas e com diferentes critérios, os valores foram todos unificados numa mesma escala. Além disso, a escala adotada satisfaz aos critérios de Thurstone (usamos uma escala de proporção), evitando numerosas distorções e anomalias presentes em escalas padronizadas pelo método de Wechsler ou pelo método de Terman, que são as mais usadas.

 

A lista a seguir é um resumo preliminar. Uma lista mais completa será publicada em breve. O primeiro número indica o QI na mesma escala utilizada nos high range IQ tests normatizados por comparação com o Mega Test ou Titan Test ou ambos. O número entre parêntesis está numa escala diferente, que representa o percentil verdadeiro convertido num escore padronizado com média 100 e desvio padrão 16 ajustado para coincidir com o de uma distribuição normal. Para o intervalo entre 70 e 130 as duas escalas são muito semelhantes, mas a partir de 130 a diferença começa a crescer rapidamente. Para mais detalhes sobre o método utilizado, veja https://www.sigmasociety.net/escalasqi

 250 (202) ~10 in History, 1 in 10.000.000.000

Leonardo Da Vinci, Newton, Aristóteles, Einstein, Hawking, Gauss, Ramanujan, Arquimedes, Euler

 

235 (195) ~150 in History, ~10 in World, 1 in 700.000.000

Faraday, Atiyah, Melao, Edison, Tesla, Galileu, Kepler, Huygens, Al-Hazen, Perelman, Demócrito, Poincaré, Fermat, Leibniz, Gödel

220 (188) ~2.000 in History, ~300 in World, 1 in 50.000.000

Feynman, Witten, Weinberg, Laplace, Pascal, Maxwell, Hilbert, Von Neumann, Tao, Descartes, Penrose, Thorne, Guth, Copérnico, De Broglie, Euclides, Ron. Fisher, Widsten

205 (180) ~30.000 in History, ~4.000 in World, 1 in 3.500.000

Al-Biruni, Teodoro, Oresme, Rober Bacon, Cardano, Tartaglia, Avicena, Averrois, Maimônides, Hevelius, Diofanto, Torricelli, Marco Ripà, Kovalevskaya, Sagan, Sidis, Ptolomeu, Kolmogorov

190 (171,5) 1 in 250.000

Imotep, Lutero, Nicolau de Cusa, Kant, Messier, Galeno, Bob Fischer, Kasparov, Marilyn, Langan

170 (159) 1 in 9.000

Binet, Darwin, Galton, Dostoievsky, Goethe, Shakespeare, Freud, Jay Gold, Piaget, Hamurabi

155 (149) 1 in 900

Júlio César, Terman, Chaplin, Marx, Gutenberg, Napoleão, Alexandre, Lincoln, Beethoven, Rousseau

Fiquei em dúvida sobre incluir ou não meu nome na lista. Quando Asimov escreveu sua excelente obra “Gênios da Humanidade” (Biographical Encyclopedia of Science and Technology), ele não incluiu a si mesmo, mas talvez essa não-inclusão tenha sido correta, porque ele realmente não prestou contribuições originais à Ciência, como fizeram quase todos os biografados (com algumas exceções, como Freud). Quando Rafael Leitão fez uma lista dos 10 melhores jogadores de Xadrez do Brasil de todos os tempos, ele também não incluiu a si mesmo, embora ele certamente estivesse entre 4 primeiros. Em princípio, eu estaria mais inclinado a seguir o bom exemplo do Leitão, porém há alguns erros que precisam ser corrigidos, como nos casos de Harding, Langdon, Marilyn e outros que chegaram a ser, em algum momento, citados como portadores dos maiores QIs do mundo, ou no caso de Langan, que em 1999 praticamente se autoproclamou como a pessoa com QI mais alto das Américas, e posteriormente o mais alto de todos os tempos, com base em testes cujo nível de dificuldade é inadequado para medir QIs acima de 140[*]. Em minha entrevista para a revista canadense In-Sight Journal, comento um pouco sobre esse assunto: https://www.sigmasociety.net/entrevista-jacobsen (English version: https://in-sightpublishing.com/2022/06/08/melao-1).

[* Langan também teve escore 174 no Mega Test em sua primeira tentativa e 190 na segunda, mas o escore que ele usou para reivindicar o QI mais alto das Américas foi obtido num teste típico de clínica]

 

Também tive dúvidas sobre os nomes de vários expoentes das sociedades de alto QI, se deveria citá-los nessa lista com minhas próprias estimativas, ou com base nos escores que obtiveram em testes questionáveis, ou com base em algum outro critério. Há algumas polêmicas que eu não me importo de me envolver, mas há outras que prefiro evitar. No caso de Chris Harding, por exemplo, fiquei longo tempo hesitante se deveria comentar sobre ele, em diferentes ocasiões, porque embora haja informações incorretas sobre ele sendo disseminadas, ele já está com 77 anos e talvez esse não seja o momento de divulgar algo que possa criar para ele algum tipo de desconforto. Por outro lado, ele está ligado a grupos eugenistas e ele nunca se preocupou com o desconforto que causou a muitas pessoas com as opiniões incorretas e opressivas que ele defendeu. Então acabei optando por divulgar, com moderação, alguns fatos e revisar algumas fantasias em torno dele. Esses assuntos também são analisados em minha entrevista e no texto introdutório do STE.

Veja também:

The Sigma Test Extended

 

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