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Intercontinental High-I.Q. Forum

Por Tamara Rodrigues

 

Recentemente Hindemburg Melão Jr. foi convidado por Scott Jacobsen para representar a América Latina num congresso intercontinental com alguns dos mais proeminentes membros das sociedades de alto QI:
 

Europa: Tor Arne Jørgensen, QI acima de 200 (σ=16), Genius of the year 2019

América do Norte: Rick Rosner, QI acima de 196 em 9 testes, Genius of the year 2013

Ásia: Tianxi Yu, QI acima de 200 em diferentes testes

África: David Udbjørg, QI acima de 165, fundador de CAILI e High IQ Society for Humanity (em aberto)

Oceania: Tim Roberts, com QI acima de 185, responsável pelo site “Unsolved Problems

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Existem atualmente mais de 80 sociedades de alto QI no mundo, que reúnem cerca de 170.000 membros em mais de 100 países. Cada uma dessas sociedades possui gigantesco potencial transformador, entretanto há uma controvérsia frequente sobre em que medida essas pessoas estão efetivamente aplicando esse potencial de maneira construtiva. Algumas dessas associações realmente trabalham pelo bem da humanidade e da Natureza, para o desenvolvimento da Ciência, na resolução de grandes problemas sociais, culturais, econômicos, ambientais e muitos outros. Porém outras se limitam a promover encontros sociais para conversar sobre futilidades, brincar de resolver testes com séries de figuras e se vangloriar de quanto acreditam ser inteligentes. Embora alguns membros estejam satisfeitos assim, outros percebem um grande desperdício de talentos e tentam reverter essa situação.

 

Em 2002, David Ubdjørg, da Dinamarca, fundou High IQ Society for Humanity, para ajudar crianças carentes da África, chegou a morar 8 anos naquele continente e seu projeto beneficiou mais de 500 crianças, mas acabou interrompendo suas atividades por falta de subsídios. Albert Frank, da Bélgica, também viveu mais de 10 anos na África ensinando Xadrez e Matemática.

 

Entre 1999 e 2008, Sigma Society, fundada por Melão Jr., esteve envolvida em vários projetos, ofereceu cursos gratuitos de Xadrez, Astronomia, Latim, Sânscrito e Esperanto, contribuiu no auxílio às vítimas do tsunami da Indonésia de 2004 e no auxílio às vítimas nos desabamentos em Santa Catarina em 2008, ajudou na divulgação dos trabalhos dos pintores com a boca e com os pés (que não possuem as duas mãos), entre outras atividades. Luis Fernando Moreira desempenhou um importante papel como colaborador tanto em Sigma Society quanto em High IQ Society for Humanity.

 

Mas essas são ações muito pequenas em comparação ao que poderiam e deveriam ser, e com pouco alcance. As sociedades de alto QI e seus membros estão sendo subvalorizados e subutilizados. Para produzir um impacto mais substancial, seria necessário empreender um esforço conjunto e bem orientado, estabelecendo também parcerias com empresas e governos para que as soluções concebidas sejam efetivamente implementadas. Por exemplo: em 2003 Melão identificou um erro conceitual e quantitativo na fórmula para cálculo de IMC e criou uma nova fórmula, na qual o problema é resolvido, escreveu um artigo apresentando a nova fórmula. Embora o problema tenha sido resolvido, a ausência de divulgação faz com que o problema continue prejudicando mais de 390 milhões de pessoas em todo o mundo, que estão recebendo diagnósticos gravemente distorcidos. Em 2013, Nick Trefethen, Chefe do Departamento de Cálculo Numérico da Universidade de Oxford, também percebeu o problema na fórmula do IMC, porém não conseguiu resolver o problema de forma completa, chegando apenas até a metade do ponto no qual Melão havia chegado em 2003, entretanto a solução incorreta e incompleta de Nick Trefethen tem sido muito mais amplamente propagada nas mídias. Mais detalhes sobre isso podem ser acessados aqui: https://www.sigmasociety.net/imch

 

Situações como essa são frequentes. Melão é autor de dezenas de inovações importantes em diferentes campos do conhecimento, mas é necessário que seus trabalhos cheguem às pessoas que precisam dessas soluções. O Melao_Index, por exemplo, é superior ao índice de Sharpe, criado pelo Nobel de 1990 William Sharpe, e superior ao índice de Modigliani, criado pelo Nobel de 1985 Franco Modigliani. Esse fato é confirmado por economistas e estatísticos que analisaram estes índices, mas os grandes bancos e grandes fundos de investimento continuam inadvertidamente utilizando o índice de Sharpe, simplesmente por desconhecerem o Melao_Index, expondo centenas de milhões de clientes em todo o mundo a riscos calculados de forma menos adequada.

 

Veja aqui uma lista de outras contribuições de Melão em diferentes campos do conhecimento:

Português || English, opiniões sobre a nova fórmula de Melão para o IMC e sobre o Melao_Index:  https://www.sigmasociety.net/depoimentos

 

Além da participação dos membros das sociedades de alto QI na resolução de grandes problemas coletivos que afligem o planeta, há também outra questão importante, levantada por Rick Rosner, que são os problemas pessoais enfrentados pelos próprios membros da sociedades de alto QI. Todos sabem que crianças e adolescentes rotulados como “nerds” (geralmente com QI 125 a 150) costumam enfrentar muitos preconceitos, bullying, opressão, tirania e abusos. Isso acontece simplesmente porque essas crianças têm interesses diferentes da maioria, por isso são cruelmente perseguidas e discriminadas. Agora multiplique esses problemas e essas perseguições por 10 e você terá um quadro aproximado de como é a vida de uma criança com QI acima de 170, e pior ainda para QIs mais altos. Rick Rosner, cujo QI ultrapassa 196, faz um comovente relato sobre as injustiças que sofreu em sua infância e adolescência, e continuou a sofrer ao longo de sua vida.

 

Nesse complexo cenário, em 2020, Scott Jacobsen promoveu uma assembleia com expoentes das sociedades de alto QI, mas naquela ocasião participaram exclusivamente representantes da América do Norte e da Europa. Nos anos seguintes, após entrevistar grandes intelectuais de outras partes do mundo e conhecer alguns dos problemas dessas regiões, decidiu promover um evento mais globalizado, por isso, em 2022, a proposta é cobrir todos os continentes.

 

Scott esclarece que esse encontro não tem a pretensão de apontar aos presidentes das sociedades de elevado QI como eles deveriam conduzir suas organizações, mas sim contribuir com sugestões relevantes que possam servir de base para planos futuros.

 

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Sobre a importância da atuação das sociedades de alto QI:

 

O QI médio da população fica entre 90 e 110. Uma pessoa com QI 130 é classificada como “superdotada” e acima de 150 é classificada como “gênio”. Cálculos mostram que uma pessoa com QI 160 tem uma capacidade de produção intelectual equivalente à de 390 pessoas normais trabalhando juntas. Isso não significa que uma pessoa com QI 160 escreverá 390 artigos enquanto cada pessoa de QI 100 escreverá 1. A diferença é muito mais qualitativa do que quantitativa. Uma interpretação adequada é a seguinte: dada uma lista com 100 problemas complexos e difíceis, com diferentes níveis de dificuldade, se 390 pessoas normais trabalhando juntas resolvem 50 desses problemas em 1 mês, então uma pessoa sozinha com QI 160 também deve resolver 50 desses problemas em 1 mês. Uma pessoa com QI 190 produz o equivalente a 7.800 pessoas normais ou 20 pessoas com QI 160. Uma pessoa com QI 220 produz o equivalente a 155.000 pessoas normais ou 20 pessoas com QI 190. E assim por diante... Quanto maior o QI, maior é a capacidade de produção intelectual, maior a profundidade de análise alcançada na resolução de cada problema, maior o nível de rigor, menor o risco de erros etc.

 

Por isso a canalização e o direcionamento do potencial criativo e analítico dessas pessoas são extremamente importantes.

 

Um pouco mais sobre Hindemburg Melão Jr.

 

Muitas pessoas confundem inteligência com cultura, boas notas e títulos acadêmicos, mas não é bem assim. A inteligência não depende tanto do conhecimento que uma pessoa possui, mas sim da capacidade de criar seus próprios métodos para resolver problemas inéditos. Por isso a genialidade surge em todas as camadas sociais, inclusive nas famílias menos favorecidas, como aconteceu nos casos de Gauss, Thomas Edison e Hindemburg Melão Jr., que recentemente foi convidado para representar a América do Sul numa reunião intercontinental com alguns dos maiores expoentes mundiais das sociedades de alto QI.

 

Filho de ex-engraxate, Melão já morou em favela, já trabalhou em circo e só cursou a escola até o ensino médio, mas isso não o impediu de resolver alguns problemas científicos e matemáticos que estavam em aberto há séculos, aprimorar os trabalhos de 5 ganhadores do prêmio Nobel (William Sharpe, Franco Modigliani, Harry Markowitz, Clive Granger e Myron Scholes) e escrever tratados profundamente inovadores sobre Filosofia, Psicologia, Educação, Teologia e muitos outros temas.

 

Melão foi uma criança incomum, com facilidade de aprendizado muitos desvios fora da curva. Aos 6 meses de vida já conversava com seus familiares, aos 3 anos foi examinado numa clínica de São Paulo e revelou ter idade mental de 9 anos, isso corresponde a nada menos que 300 de QI pela escala Cattell e 233 pela escala Stanford Binet. Ainda pré-adolescente, deduziu alguns dos fundamentos da Geometria Fractal (aos 9 anos) e criou um método para calcular logaritmos (aos 13 anos).

 

De acordo com Libb Thims, fundador da Hmolpedia, há crianças precoces que são treinadas intensivamente pelos pais para memorizar os nomes de bandeiras, falar outros idiomas ou realizar operações aritméticas, são os chamados “prodígios forçados” ou “prodígios artificiais. O caso de Melão é completamente diferente, nunca recebeu treinamento acelerado de seus pais nem de qualquer outra pessoa, ele conta que sua mãe trabalhava o dia todo e mal tinha tempo de ficar com ele, o pai só estava presente nos fins de semana. Por isso todo seu progresso intelectual foi espontâneo, sem qualquer tipo de treinamento. Além disso, suas proezas não se resumiam à memorização e repetição de informações e de tarefas. Desde criança Melão fazia descobertas e demostrava uma profundidade de raciocínio muito elevada. Deduzir os fundamentos da Geometria Fractal, por exemplo, é uma proeza difícil até mesmo para adultos com QI acima de 180.

 

Em 1998, Melão foi registrado no Guinness Book por bater o recorde mundial de mate anunciado mais longo em simultâneas de Xadrez às cegas, quando enfrentou 9 adversários ao mesmo tempo, sem ver os tabuleiros e sem fazer qualquer tipo de registro dos lances ou das posições, mantendo todos os jogos exclusivamente em sua memória, e mesmo nessas condições foi capaz de calcular uma sequência exata 12 lances à frente, com todas as ramificações, anunciando xeque-mate com 12 lances de antecedência e superando os recordes anteriores de Joseph Blackburne (mate em 8, Londres, 1877) e Samuel Rosenthal (mate em 8, Paris, 1885).

 

Melão conta que teve seu primeiro contato com as sociedades de alto QI em 1999, quando ainda morava numa favela em São Matheus. Foi nessa época que ele criou o Sigma Test, considerado um dos testes de inteligência mais difíceis e mais criativos que existem. Grandes intelectuais de vários países se interessaram em tentar resolver as questões do teste criado pelo brasileiro, e vários deles deram suas opiniões sobre o que acharam:

 

Dylan Taylor, CEO da Voyager Space – empresa de turismo espacial parceira de Blue Origins, de Jeff Bezos – é uma das pessoas que fez questão de ser examinada pelo teste de inteligência criado pelo brasileiro, e deu seu depoimento: “The Sigma Test is incredibly brilliant. It was by far the best test I have ever taken and enjoyed it very much.” 

 

Outro nome consagrado nas comunidades de alto QI, Petri Widsten, Ph.D. Summa Cum Laude e distinguido com o prêmio de melhor tese de doutorado de seu país (Finlândia) no biênio 2002-2003, vencedor de vários concursos internacionais de inteligência, Lógica e QI, inclusive primeiro colocado no World IQ Challenge, depois de obter o maior escore no Sigma Teste (32 certos entre 36 questões), deu seu depoimento: “I appreciate immensely the Sigma Test because I believe that in many questions are needed both intelligence and imagination to solve them.” Veja outros depoimentos em https://www.sigmasociety.net/depoimentos

 

Além do Sigma Test, Melão começou a publicar artigos no site de Sigma Society, sobre diversos temas científicos, filosóficos e culturais. Suas opiniões rapidamente chamaram a atenção dos membros mais importantes das comunidades de alto QI e logo começou a receber convites dos presidentes dessas entidades para que participasse das associações que eles presidiam, na condição especial de “Membro Honorário”, com isenção de todas as taxas e dispensa de qualquer exame para admissão, um privilégio concedido a bem poucos. Em 2003 já era um participante muito respeitado em sociedades de alto QI em 6 continentes:

  1. International High IQ Society, na América do Norte

  2. Ludomind, na Europa

  3. Creative Genius Society, na Oceania

  4. High IQ Society for Humanity (CAILI), na África

  5. Pars Society, na Ásia

  6. Sigma Society, América do Sul

 

Melão relembra que a sociedade de alto QI mais gratificante de que participou foi High IQ Society for Humanity, um grupo cujo propósito era ajudar crianças carentes na África. “Quando fui convidado para ser Membro Honorário nesse grupo, aceitei o convite, mas recusei o privilégio da isenção das taxas. Embora eu ainda morasse numa favela e minha situação fosse difícil, não fazia sentido aceitar isenção nesse caso, pois aquelas crianças precisavam muito mais do que eu. Por isso, além de fazer questão de pagar as taxas regulares, eu oferecia doações adicionais quando podia, e prestava alguns serviços voluntários nesse grupo.”

 

Em 2004, Baran Yonter, presidente de Pars Society – uma associação para pessoas com QI acima de 180 –, estimou o QI do brasileiro em mais de 200 pela escala Stanford-Binet (desvio padrão = 16) e mais de 250 pela escala Cattell (desvio padrão = 24), acima do limite que os testes de inteligência são capazes de medir.

 

Em 2005, Melão foi matéria no Fantástico, da rede Globo, por ter o QI mais alto do Brasil; nessa época, Melão estava começando a se interessar pelo Mercado Financeiro e decidiu se afastar das sociedades de alto QI, para se concentrar inteiramente no desenvolvimento de seu sistema de inteligência artificial “Saturno V”, que em 2016 começou a ser utilizado por um fundo europeu e conquistou 21 prêmios internacionais de alta performance entre 2016 e 2020. No processo de desenvolvimento do Saturno V, Melão relata que identificou erros nos trabalhos de muitos cientistas renomados – inclusive 5 ganhadores do Nobel –, os quais revisou e aprimorou. Em 2009, Melão foi indicado por Albert Frank para participar de um evento internacional com algumas das pessoas mais inteligentes do mundo e em 2018 foi nomeado por Rasmus Waldna, da Suécia, para uma lista das 5 pessoas mais inteligentes vivas.

 

Em fevereiro de 2022, voltou a participar dos grupos de alto QI. Seu regresso foi celebrado com uma calorosa e entusiasmada recepção pelos colegas e amigos. Domagoj Kutle, eleito em 2020 “Genius of the year – Europe”, o convidou para participar como Membro Honorário na sociedade que ele preside, enquanto Tor Arne Jørgensen o convidou para uma entrevista conjunta no In-Sight Journal, periódico internacional baseado em entrevistas com as principais personalidades das comunidades de alto QI. Desde que essa revista foi fundada, em 2012, foram entrevistados mais de 100 intelectuais notáveis, e agora, pela primeira vez, foi entrevistada uma pessoa da América Latina.

 

A entrevista com Melão causou grande impacto, com suas opiniões fortes sobre Educação, Ciência e desmistificações sobre testes de inteligência. Tianxi Yu fez o seguinte comentário “I read your interview carefully, and impressed me. I also think that the current tests has very big problems, but you are the first so straightforward to point out them.” Tor Jørgensen não poupou elogios ao amigo brasileiro: “You are for me a role model to learn from, and I feel so so honoured again to have your acquaintance. The content of your article is clearly presented and produces new knowledge that I did not anticipate before, this was great reading and hope that in the future I will have the pleasure of reading lots more from you about yourself and how you experience the world now and in the future.”

 

O texto integral dessa entrevista pode ser acessado em https://www.sigmasociety.net/entrevista-jacobsen com link também para a versão em inglês.

 

Questionado sobre quais os temas dessa reunião, Melão fez um breve resumo: “Há uma série de questões que serão discutidas ao longo das próximas semanas. Por enquanto só foram abordados tópicos introdutórios. Por minha parte, pretendo enumerar alguns dos objetivos que os grupos de elevado QI deveriam ter na resolução de problemas científicos, educacionais, sociais e ecológicos, enfatizando o dramático desperdício de talentos que ocorre no Brasil, com milhares de crianças e jovens talentosos vivendo na pobreza, muitos se desviando para o caminho do crime. A descoberta da cura para várias doenças poderia vir da mente de um desses jovens.”

 

Mais recentemente, em 30/6/2022, Iakovos Koukas, presidente de GENIUS High IQ Network’s, segundo maior grupo de alto QI do mundo em número de membros (mais de 100.000 participantes), nomeou Melão Jr. como vice-presidente da América do Sul.

 

Para informações mais completas, profundas e detalhadas sobre os temas abordados aqui, é recomendável acessar os links indicados a seguir: https://www.sigmasociety.net/artigos

 

Para saber mais sobre Melão, Sigma Society, testes de inteligência de alto nível e sociedades de alto QI:

https://www.sigmasociety.net/hm (English: https://www.saturnov.org/autor)

https://www.sigmasociety.net/sigmatest-extended

 

Sobre o Intercontinental High-I.Q. Forum: https://in-sightpublishing.com/2022/07/01/iq-forum-1/